O que o exame periódico verifica
Depois da admissão, a saúde do trabalhador continua sendo responsabilidade compartilhada entre ele e a empresa. O exame periódico é a forma prevista na NR-7 de acompanhar essa saúde ao longo do contrato. O médico revê o histórico, conversa sobre sintomas, faz o exame físico e analisa os exames complementares indicados para a função.
O valor do periódico está na comparação. Uma audiometria isolada diz pouco; a mesma audiometria ao lado das anteriores mostra se houve perda ao longo dos anos. É essa leitura em série que permite agir cedo: ajustar um equipamento de proteção, rever um posto de trabalho ou orientar o trabalhador a procurar tratamento.
Qual é a frequência correta
A periodicidade não é igual para todo mundo. Ela depende dos riscos aos quais cada função está exposta e da condição de saúde de cada pessoa. A regra geral da NR-7 é esta:
| Situação do trabalhador | Frequência do periódico |
|---|---|
| Exposto a riscos identificados no inventário do PGR | Todo ano, ou com intervalo menor se o médico decidir |
| Portador de condição que aumenta a suscetibilidade (por exemplo, doença crônica) | Todo ano, ou com intervalo menor se o médico decidir |
| Demais trabalhadores | De dois em dois anos |
Certos exames complementares têm periodicidade própria, definido nos anexos da NR-7. É o caso da audiometria ocupacional para quem trabalha exposto a ruído. Tudo isso precisa estar escrito no PCMSO, que é o documento de referência para o RH saber quem convocar e quando.
Onde as empresas costumam errar
O periódico é o exame que mais fica atrasado. O admissional tem data marcada pela contratação e o demissional pelo desligamento, mas o periódico depende de alguém lembrar. Os problemas mais comuns que encontramos são:
- Controle feito por planilha manual, sem alerta, que só é lembrado na véspera de uma fiscalização.
- Todos os funcionários convocados no mesmo mês, o que tira muita gente do posto ao mesmo tempo.
- Exames complementares feitos fora do calendário do PCMSO ou esquecidos.
- Trabalhadores que trocaram de setor sem que o periódico considerasse os novos riscos.
- Eventos de monitoramento da saúde não enviados ao eSocial.
Como organizamos o periódico com o seu RH
- Levantamento da equipe. Cruzamos a lista de funcionários com as datas dos últimos exames e com a periodicidade prevista no PCMSO.
- Agenda escalonada. Propomos uma distribuição ao longo dos meses para não esvaziar setores e evitar acúmulo.
- Atendimento. O trabalhador faz os exames complementares e a avaliação clínica no mesmo atendimento, sempre que possível.
- ASO e registros. O atestado sai com a conclusão do médico, e os resultados entram no prontuário para comparação futura.
- Próxima convocação. A data do próximo periódico já fica prevista, o que facilita o planejamento do RH.
Documentos que ficam com a empresa
Ao fim de cada atendimento, a empresa recebe o ASO informando se o trabalhador está apto ou inapto para a função. Os exames ficam registrados no prontuário clínico, que precisa ser guardado conforme a NR-7. Quando a empresa contrata o envio, as informações seguem para o evento S-2220 do eSocial, que registra o monitoramento da saúde do trabalhador.
Se o periódico mostrar alteração relacionada ao trabalho, o médico orienta a empresa sobre as medidas necessárias, que podem incluir rever o PGR, reforçar a proteção ou afastar o trabalhador da exposição.
Periódico com a MT13 em Goiânia
O que muda para o RH é a previsibilidade. Em vez de correr atrás de periódicos atrasados, a empresa trabalha com um calendário conhecido, agendamento pelo WhatsApp e um único ponto de contato para tirar dúvidas. Atendemos empresas da capital e da Grande Goiânia, como Trindade, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. Para ver os outros exames que compõem o ASO, acesse exames ocupacionais.