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MT13Medicina Ocupacional · Goiânia

Audiometria ocupacional em Goiânia

A perda auditiva causada por ruído avança devagar e, quando o trabalhador percebe, já não tem volta. A audiometria ocupacional acompanha a audição de quem trabalha em ambiente ruidoso e permite agir antes que o dano se instale.

Por que medir a audição de quem trabalha com ruído

A exposição contínua a ruído pode causar a chamada perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, a PAINPSE. Ela costuma começar nas frequências agudas, que não são as mais usadas na conversa, e por isso passa despercebida no começo. A audiometria ocupacional encontra essa alteração antes que ela atrapalhe a comunicação, e o resultado orienta a empresa a reforçar a proteção.

O exame também protege a empresa. Uma série de audiometrias bem feitas mostra como estava a audição na admissão e como ela evoluiu, o que é essencial para avaliar a relação entre a perda e o trabalho.

Quem deve fazer

  • Trabalhadores expostos a ruído acima dos níveis de ação previstos na norma vigente, conforme o inventário de riscos do PGR.
  • Funções de indústria, construção civil, oficinas, gráficas, marcenarias, frigoríficos e casas de máquinas.
  • Operadores de equipamentos ruidosos, como compressores, serras e britadores.
  • Outros trabalhadores indicados pelo médico no PCMSO, mesmo sem exposição a ruído.

O calendário do Anexo II da NR-7

A audiometria segue um calendário próprio, diferente do exame clínico periódico:

MomentoO que é feito
AdmissãoExame que serve de referência para as comparações futuras
Seis meses após a admissãoPrimeira comparação com o exame de referência
A partir daí, anualmenteExames sequenciais de acompanhamento
DesligamentoRegistro da audição no fim do vínculo

O médico do PCMSO pode encurtar esses intervalos quando houver alteração ou exposição mais intensa. Explicamos o tema em detalhes no artigo audiometria ocupacional: quando fazer e como funciona.

Como o exame é feito

  1. Repouso auditivo. O trabalhador chega sem ter se exposto a ruído intenso no período definido pela norma. Isso evita alterações temporárias no resultado.
  2. Inspeção do ouvido. Antes do teste, é feita a meatoscopia, para verificar se há cera ou outra obstrução no canal auditivo.
  3. Audiometria tonal. Dentro da cabine acústica, com fones, a pessoa sinaliza quando escuta os tons em diferentes frequências e intensidades.
  4. Audiometria vocal. O avaliador apresenta palavras para medir a percepção e o reconhecimento da fala.
  5. Laudo e análise. O resultado é registrado e comparado com os exames anteriores do trabalhador.

O que a empresa recebe

  • Resultado da audiometria tonal e vocal, com audiograma.
  • Comparação com o exame de referência, indicando estabilidade ou alteração.
  • Informação para o médico do trabalho registrar no ASO e no prontuário.

Alterações sugestivas de perda ligada ao ruído não são só um número no laudo. Elas indicam que a proteção precisa ser revista: controle na fonte, protetores auriculares adequados e treinamento de uso.

Erros que comprometem o resultado

Uma audiometria mal feita pode indicar perda onde não há ou esconder uma alteração real. Os problemas mais comuns são o trabalhador vir direto do turno sem o repouso auditivo, o exame ser feito em ambiente sem isolamento adequado e a ausência dos exames anteriores para comparação. Por isso pedimos que o RH programe a audiometria no início do dia ou após folga, e que envie, quando tiver, os resultados de exames feitos em outros serviços. Com o histórico completo, a análise sequencial fica muito mais confiável.

Audiometria dentro de um programa maior

O exame isolado mostra o problema, mas não resolve. A solução está na combinação entre avaliação ambiental do ruído, escolha correta do protetor, treinamento e acompanhamento audiométrico. É isso que organiza o Programa de Conservação Auditiva (PCA), que a MT13 também elabora. A audiometria faz parte dos exames complementares que realizamos para empresas de Goiânia e região, com agendamento pelo WhatsApp e resultados integrados ao ASO.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

De quanto em quanto tempo quem trabalha exposto a ruído repete a audiometria?

O Anexo II da NR-7 prevê o exame na admissão, outro seis meses depois e, daí em diante, um por ano. Também é feito no desligamento. O médico pode reduzir o intervalo quando entender necessário.

Precisa de algum preparo antes do exame?

Sim. É necessário um período de repouso auditivo antes da audiometria, sem exposição a ruído intenso, conforme a norma. As orientações específicas são dadas no momento do agendamento.

Audiometria tonal e vocal avaliam a mesma coisa?

Não. A tonal identifica o som mais baixo que a pessoa consegue ouvir em diferentes frequências. A vocal avalia como ela percebe e reconhece a fala. As duas se complementam e compõem a avaliação audiológica ocupacional.

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