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MT13Medicina Ocupacional · Goiânia

PGR na NR-1: como funciona o gerenciamento de riscos na prática

O PGR é o ponto de partida da segurança e saúde do trabalho na empresa: é nele que os riscos são identificados, avaliados e controlados. Entenda as etapas, os documentos que ele gera e como mantê-lo atualizado.

Publicado em 13/10/2026 · 5 min de leitura

O que é o PGR e por que ele virou a base de tudo

O Programa de Gerenciamento de Riscos, o PGR, é a forma como a NR-1 organiza a prevenção dentro das empresas. Ele faz parte do GRO, o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, e substituiu o antigo PPRA. A mudança não foi só de nome: o PGR olha para todos os tipos de risco do trabalho, não apenas para os agentes ambientais, e exige que a empresa mostre o que está fazendo para controlá-los.

Na prática, o PGR se tornou a base de outros documentos. O PCMSO usa o inventário de riscos para definir exames. O LTCAT e os laudos se apoiam nas mesmas avaliações. E o evento S-2240 do eSocial informa as condições ambientais que saem desse levantamento. Um PGR fraco contamina tudo o que vem depois.

Que riscos entram no PGR

O programa considera os perigos presentes em cada atividade. Para facilitar, é comum agrupá-los assim:

  • Físicos: ruído, calor, vibração, radiações.
  • Químicos: poeiras, fumos, vapores, solventes, produtos de limpeza.
  • Biológicos: contato com sangue, materiais contaminados, animais.
  • Ergonômicos: postura, repetição, levantamento de peso, organização do trabalho.
  • De acidentes: máquinas, eletricidade, trabalho em altura, quedas, trânsito.
  • Psicossociais: fatores ligados à organização do trabalho, que a NR-1 passou a contemplar no GRO.

As etapas do gerenciamento de riscos

  1. Levantamento preliminar. Visita aos setores, conversa com quem executa as tarefas e análise de processos, máquinas e produtos usados.
  2. Identificação de perigos. Para cada atividade, registra-se o que pode causar dano à saúde ou acidente.
  3. Avaliação dos riscos. Cada risco é classificado considerando a probabilidade e a gravidade das consequências. Quando necessário, entram avaliações quantitativas.
  4. Definição de controles. Medidas de eliminação, substituição, proteção coletiva, organização do trabalho e, por último, EPI.
  5. Plano de ação. Cada medida ganha responsável, cronograma e forma de acompanhamento.
  6. Acompanhamento e revisão. O programa é atualizado conforme a norma vigente e sempre que houver mudanças relevantes.

Inventário de riscos e plano de ação: os dois pilares

O inventário de riscos é a fotografia da empresa: setores, funções, atividades, perigos, avaliações e medidas existentes. O plano de ação é o filme: mostra o que será feito, por quem e até quando. A fiscalização costuma olhar com atenção a coerência entre os dois. Um inventário que aponta risco alto sem nenhuma ação prevista é sinal de problema.

PGR não é um documento para ficar arquivado. Se o plano de ação não sai do papel, a empresa continua exposta a acidentes, afastamentos e autuações, mesmo com o programa formalmente elaborado.

Um exemplo para entender a lógica

Imagine uma pequena indústria de móveis em Aparecida de Goiânia. No setor de corte, o levantamento identifica ruído das serras, poeira de madeira e risco de corte nas mãos. Na pintura, aparecem vapores de solventes. No escritório, o principal ponto é a ergonomia do trabalho com computador.

Para cada um desses perigos, o PGR registra quem está exposto, como a exposição acontece e quais controles já existem. A partir daí, o plano de ação pode prever, por exemplo, enclausuramento ou manutenção de máquinas ruidosas, melhoria da exaustão na cabine de pintura, proteção nas serras, treinamento e fornecimento de EPI adequado. Quando a avaliação qualitativa não basta, entram medições de ruído ou de agentes químicos para confirmar o nível de exposição.

Esse mesmo levantamento alimenta o PCMSO (audiometria para o corte, avaliação de exposição a solventes para a pintura) e as informações do S-2240. Tudo parte do mesmo diagnóstico.

O papel do RH e dos gestores

O PGR é elaborado por profissionais de segurança, mas depende de informações que só a empresa tem. O RH e os gestores ajudam muito quando:

  • Avisam antes de criar uma função nova ou mudar um processo.
  • Informam a compra de máquinas, equipamentos ou produtos químicos.
  • Comunicam acidentes, quase acidentes e queixas recorrentes dos trabalhadores.
  • Acompanham o cumprimento das ações do plano dentro do prazo combinado.

Também é importante envolver os trabalhadores. A NR-1 prevê a participação deles na identificação de perigos, e quem executa a tarefa costuma enxergar riscos que não aparecem numa visita rápida.

Quem precisa elaborar o PGR

Como regra, toda organização que tem empregados. A NR-1 prevê um regime diferenciado para ME e EPP classificadas nos graus de risco 1 e 2 que declarem, nos termos da norma, ausência de exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos. O MEI segue regras próprias. Ainda assim, a obrigação dos exames ocupacionais permanece, assim como a responsabilidade da empresa pela prevenção.

No campo, as regras são outras: o trabalho rural segue a NR-31, com o PGRTR.

Relação do PGR com outros documentos

DocumentoO que aproveita do PGR
PCMSORiscos por função para definir exames e periodicidade.
LTCATAvaliações ambientais para fins previdenciários.
AEP e AETRiscos ergonômicos identificados no inventário.
S-2240 (eSocial)Agentes nocivos e condições ambientais por trabalhador.

Sinais de que o seu PGR precisa de atenção

  • O documento descreve setores ou máquinas que não existem mais.
  • Funções novas não aparecem no inventário.
  • O plano de ação não tem responsáveis nem datas.
  • Houve acidente ou doença ocupacional e o programa não foi revisto.
  • O PCMSO e o S-2240 citam riscos diferentes dos que estão no PGR.

Como a MT13 pode ajudar

A MT13 elabora o PGR a partir de visita técnica aos setores, com inventário de riscos e um plano de ação adequados à realidade da empresa. Como o PCMSO pode ser elaborado pela mesma equipe, os dois documentos saem alinhados, e as informações seguem coerentes para o eSocial. Atendemos empresas de Goiânia e da região metropolitana.

Conheça os serviços de PCMSO e PGR ou entre em contato para conversar sobre o seu caso. Cada empresa tem processos próprios, e a definição de riscos e controles deve sempre passar por uma avaliação profissional.

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

O PPRA foi trocado pelo PGR?

Foi. Desde a revisão da NR-1, o PPRA não existe mais e a gestão dos riscos cabe ao PGR, dentro do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais).

Quais documentos compõem o PGR?

No mínimo, o inventário de riscos e o plano de ação. Na prática, o PGR também se apoia em avaliações, laudos e registros que comprovam as medidas adotadas.

De quanto em quanto tempo o PGR deve ser revisado?

A NR-1 prevê revisões periódicas e também revisões sempre que houver mudanças relevantes, como novos processos, acidentes ou alterações de setores. A periodicidade aplicável deve ser conferida na norma vigente com apoio profissional.

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