O que é um laudo de efluentes
Efluente é toda água que sai do processo da empresa depois de usada: a água da lavagem de veículos, a da cozinha industrial, a do processo produtivo, a da limpeza de pisos com óleo. O laudo de efluentes é o documento que caracteriza essa água, com resultados de análises de laboratório, e mostra se ela atende às condições exigidas para o lançamento.
Ele é ao mesmo tempo uma prova de conformidade e uma ferramenta de gestão. Prova, porque o órgão ambiental e a concessionária de saneamento costumam pedir esses resultados. Gestão, porque mostra se a caixa de gordura, a caixa separadora de água e óleo ou a estação de tratamento estão realmente funcionando.
Atividades que costumam precisar
- Lava-jatos, postos de combustível e oficinas mecânicas.
- Restaurantes, cozinhas industriais, padarias e frigoríficos.
- Indústrias de alimentos, bebidas, químicas, metalúrgicas e gráficas.
- Lavanderias, hospitais, laboratórios e clínicas.
- Empreendimentos com estação de tratamento própria, inclusive condomínios e loteamentos.
Em atividades licenciadas, o monitoramento de efluentes aparece com frequência nas condicionantes da licença. Se a empresa está em fase de obter ou renovar a licença, veja também a página de licenciamento ambiental.
Como organizamos a amostragem
- Leitura das exigências. Analisamos a licença, as condicionantes e eventuais notificações para saber quais parâmetros e pontos são obrigatórios.
- Visita ao sistema. Entendemos o caminho do efluente, desde a geração até o lançamento, e escolhemos os pontos de coleta mais representativos.
- Orçamento detalhado. Parâmetros, tipo de amostra, laboratório responsável, coleta e prazos ficam definidos no orçamento.
- Coleta. As amostras são colhidas com preservação adequada para cada análise, com registro de data, horário e condições do ponto.
- Laudo e interpretação. O laboratório emite os resultados e a MT13 aponta o que está conforme, o que merece atenção e o que precisa de correção.
Parâmetros que costumam aparecer
| Tipo de efluente | Foco comum da análise |
|---|---|
| Lava-jato e oficina | Óleos e graxas, sólidos e materiais sedimentáveis, surfactantes. |
| Cozinha e alimentos | Matéria orgânica (DBO e DQO), óleos e gorduras, sólidos. |
| Indústria química ou metalúrgica | pH, metais e substâncias específicas do processo. |
| Estação de tratamento | Eficiência de remoção, comparando entrada e saída. |
Os limites aplicáveis vêm das resoluções do Conama, das normas estaduais e municipais e das regras da concessionária, conforme a norma vigente para cada caso. Não existe uma lista única: ela é ajustada à atividade e à licença.
Um resultado fora do limite não é o fim da linha. Na maioria das vezes, o problema está na manutenção do sistema, como limpeza atrasada da caixa separadora. Corrigir a causa e repetir a coleta costuma resolver.
O que a empresa recebe
- Laudo do laboratório com a identificação dos pontos, os parâmetros e os resultados.
- Registro da coleta, útil para comprovar a representatividade da amostra.
- Comentário técnico da MT13 com a leitura dos resultados e as recomendações.
- Sugestão de calendário para as próximas campanhas, quando há monitoramento contínuo.
Erros comuns que invalidam o laudo
Coletar no ponto errado, logo depois de uma limpeza do sistema ou em um dia sem produção normal faz o laudo retratar uma situação que não existe. Outro erro frequente é misturar efluente sanitário e industrial antes do ponto de coleta sem que a licença preveja isso. O planejamento da amostragem existe para evitar esses tropeços.
Por que fazer com a MT13
O laudo de efluentes raramente anda sozinho. Ele se liga à licença, ao plano de gerenciamento de resíduos (o lodo e o óleo retirados das caixas também são resíduos) e ao monitoramento ambiental da empresa. Com a MT13, essas peças ficam coordenadas por uma única equipe, que conhece a realidade das empresas de Goiânia e da região metropolitana e conversa com o laboratório por você.