Os olhos dão sinais antes de a visão piorar
A imagem mais comum de uma ida ao oftalmologista é a troca de óculos. Mas a consulta vai muito além do grau: o médico avalia pálpebras, superfície dos olhos, pressão intraocular, cristalino, retina e nervo óptico. Algumas doenças importantes evoluem por muito tempo sem dor e sem mudança perceptível na visão, e só são identificadas em exame.
Por isso, a pergunta não é apenas se a vista está ruim, mas se há sinais que merecem avaliação. Este guia ajuda a reconhecer esses sinais e a decidir quando marcar uma consulta com oftalmologista.
Sinais para marcar uma consulta
Agende uma avaliação se perceber algum destes sinais, mesmo que pareçam pequenos:
- Dificuldade para ler de perto ou para enxergar placas e letreiros de longe.
- Dor de cabeça frequente depois de leitura ou uso de telas.
- Olhos vermelhos, ardendo ou lacrimejando com frequência.
- Sensação de areia ou de olho seco que não melhora.
- Dificuldade para enxergar à noite ou ofuscamento com faróis.
- Visão de pontos ou manchas que se movem, quando começam a aumentar.
- Necessidade de aproximar ou afastar objetos para enxergar melhor.
- Desconforto com lentes de contato.
Pessoas com diabetes, pressão alta, histórico familiar de doenças oculares ou que usam medicamentos que podem afetar os olhos devem conversar com seus médicos sobre a frequência adequada de avaliações oftalmológicas.
Crianças também merecem atenção. Elas raramente reclamam de enxergar mal, porque não têm referência de como deveria ser. Sinais como aproximar demais o rosto do caderno ou da tela, apertar os olhos, piscar muito, desviar um dos olhos ou ter dificuldade na escola podem indicar a necessidade de avaliação. O pediatra pode orientar sobre o momento de encaminhar ao oftalmologista.
Quando não esperar: situações de urgência
Alguns sintomas pedem atendimento imediato, em serviço de urgência oftalmológica ou pronto atendimento:
- Perda súbita da visão, total ou parcial, em um ou nos dois olhos.
- Aparecimento repentino de muitos pontos escuros, flashes de luz ou uma sombra como uma cortina no campo de visão.
- Dor intensa no olho, especialmente com vermelhidão, visão embaçada, náusea ou vômito.
- Trauma no olho, corte ou perfuração.
- Respingo de produto químico no olho.
- Visão dupla de início súbito.
Em caso de respingo químico, lave o olho imediatamente com água corrente abundante e procure atendimento. Em emergências com outros sintomas graves, como dificuldade para falar ou fraqueza em um lado do corpo, ligue para o SAMU, no 192.
Telas, trabalho e cansaço visual
Quem passa muitas horas diante do computador ou do celular costuma relatar olhos secos, ardência, visão embaçada no fim do dia e dor de cabeça. Isso acontece, em parte, porque piscamos menos quando estamos concentrados em uma tela. Algumas atitudes ajudam a reduzir o desconforto:
- Faça pausas. De tempos em tempos, desvie o olhar da tela e foque em algo distante por alguns segundos.
- Ajuste o posto de trabalho. Monitor um pouco abaixo da linha dos olhos, a uma distância confortável, e sem reflexos de janelas ou lâmpadas.
- Cuide da iluminação. Evite trabalhar em ambiente escuro com a tela muito clara.
- Lembre-se de piscar. Parece simples, mas ajuda a manter a superfície do olho hidratada.
- Use a correção certa. Óculos com grau desatualizado aumentam o esforço visual.
Se os sintomas persistirem, a avaliação oftalmológica pode identificar olho seco, necessidade de correção ou outras causas. Colírios devem ser usados apenas com orientação médica. Nas empresas, a organização do posto de trabalho também faz parte da ergonomia; veja a avaliação ergonômica preliminar.
Outro cuidado frequente é com as lentes de contato. Dormir com lentes não indicadas para isso, usar além do tempo recomendado, lavar o estojo com água da torneira ou nadar com as lentes aumenta o risco de infecções. Se surgir dor, vermelhidão ou visão embaçada com lentes, retire-as e procure avaliação.
Consulta oftalmológica e exame ocupacional
No ambiente de trabalho, muitos trabalhadores passam pelo exame de acuidade visual como parte do PCMSO, especialmente motoristas, operadores de máquinas e funções que exigem boa visão. Esse exame é uma triagem: ele verifica se a visão atende às exigências da função. Quando o resultado aponta alteração, o trabalhador pode ser orientado a procurar o oftalmologista para avaliação completa e eventual correção.
Para o RH, essa diferença é importante. A triagem ocupacional não substitui a consulta e não diagnostica doenças oculares. Já a consulta não substitui o exame ocupacional, que tem finalidade e registro próprios.
Como aproveitar melhor a consulta
Algumas atitudes simples tornam a consulta mais produtiva:
- Leve os óculos que usa hoje, inclusive os de leitura e os de sol com grau.
- Se usa lentes de contato, leve a caixa ou a receita com as especificações.
- Anote os sintomas, desde quando aparecem e em que situações pioram.
- Informe doenças como diabetes e pressão alta, além dos medicamentos em uso.
- Conte se há casos de glaucoma ou outras doenças oculares na família.
- Pergunte, no agendamento, se a consulta inclui dilatação da pupila, para se organizar.
Quando há sintomas que vão além dos olhos, como dores de cabeça frequentes com outras queixas, o clínico geral pode ajudar a investigar causas gerais.
Como agendar na MT13
A MT13 realiza ou organiza consultas com oftalmologista para pacientes particulares e colaboradores encaminhados por empresas de Goiânia e região metropolitana. O agendamento é feito pelo WhatsApp, no (62) 3661-0052, e a equipe informa como se organizar no dia. Conheça também a área de consultas médicas. A indicação de exames e tratamentos é sempre do médico.